Samsara

A partir do nascimento, janman, a alma entra no samsara, ciclo de nascimentos e mortes. Para os hindus, a alma é vista como um dado concreto e que migra ao longo do tempo em busca da elevação espiritual. É possível romper esse ciclo, desde que a pessoa consiga superar os karmas das vidas passadas. Na visão hinduíta, o mundo, jagad, é divido em planos, a saber: celestial, terráqueo e plutônico. O mundo terráqueo que é esse em que estamos é a região do karma (Mrtya loka), onde sofremos consequências dos nossos karmas das vidas passadas e precisamos aprender a lidar com eles e superá-los. Cabe à nós decidirmos se criamos mais karmas nesta vida ou não, dependendo das nossas atitudes e maneiras de encarar a vida.
A região plutônica (Patala loka) seria mais ou menos uma região próxima ao inferno na representação cristã. É uma região inferior, onde existe muito sofrimento. Na visão hinduísta é um lugar de correção para aqueles que comentem as ações hediondas enquanto estavam no plano terrestre. Já a região celestial (Svarga loka) é uma região onde não existe karma, uma região habitada por divindades. São reinos eternos, porque a partir do momento em que se atinge esse plano, não há possibilidade de retorno aos outros.

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O objetivo de vida de todos os seres vivos é interromper o Samsara e atingir o mundo celestial, o que seria, alcançar o moksha (a libertação de algo que aprisiona, transcedência).
O mundo material, tirando a região celestial, é cheio de dualidades, é restrito, limitado. Na verdade, é uma prisão e também uma ilusão, maya, visto que é transitório e efêmero. Estamos presos ao plano terráqueo porque nos deixamos levar pelos sentidos.
O yoga é fundamental para atingirmos o moksha, a transecedência, já que seu objetivo principal é livrar o “Eu” das várias noções que erroneamente atribuímos a ele e libertar a nossa mente.
Por Ana Carolina Clemente.


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