O Prana

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Em contextos seculares, prâna significa “ar”. Mas, nas escrituras sagradas do Hinduímo, de onde vem o Yoga, prâna significa, quase sempre, a força vital universal, uma energia psicofísica vibrante.
Desde tempos muito remotos, fala-se de cinco aspectos do prâna:

1. Prâna, a energia que o indivíduo precisa e é retirado do ambiente pela inspiração e levada para a sua morada, o coração – Anahata Chakra.

2. Apâna, a respiração associada à metade inferior do tronco. É uma energia de função propulsora, expulsiva e desintegradora que deve ser eliminada. Essa energia aloja-se no Muladhara Chakra e vai para o aparelho excretor para ser eliminada.

3. Vyâna, a respiração difusa que circula em todos os membros. Traz vitalidade para o sistema nervoso e distribui alento.

4. Udâna, a respiração de cima, responsável pela fala e aumento da atenção em estados superiores de consciência. Tem morada no Vishuddha Chakra e Sahasrara Chakra.

5. Samâna, respiração localizada na região abdominal, ligada aos processos digestivos. Estabelece morada no Manipura Chakra.

No Chândogya- Upanishad, as cinco respirações principais são consideradas “porteiros do mundo celestial”, sugerindo uma compreensão esotérica da relação entre respiração e consciência, que levou à invenção de várias técnicas de controle da respiração – pranayamas.

Foram criados mudrás que estão relacionados com os cinco aspectos do prâna. Os mudrás são selos, gestos feitos com as mãos, no momento da meditação e execução dos asanas. Os mudrás auxiliam na concentração e no cumprimento do objetivo.

Por: Ana Carolina Clemente


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