A desimportância do Ego

 

Tudo é passageiro. Calma, respire. Independente da situação por qual você esteja passando agora, pense que ela vai passar. Todas as coisas mudam o tempo todo. Tudo é transitório, a começar pelo nosso corpo. Quando me refiro ao nosso corpo, falo do corpo material, do corpo físico que nada mais é do que um envoltório da nossa alma. A alma sim, o nosso espírito, sim, esse é permanente, imutável. E digo mais, ele faz parte de um todo, de uma única consciência, todos nós viemos do mesmo lugar, todos nós voltaremos à ele no momento da morte. Preste atenção, falo da morte física, porque nosso espírito não morre. Sri Mooji Baba, guru que é considerado um Buddha vivo (*), nos diz que nós não somos o nosso corpo! Mas estamos tão identificados com ele que sofremos as dores mundanas de maneira absurda sem nos dar conta de que somos muito mais do que somente isso que vemos normalmente. Precisamos tirar as vendas dos olhos físicos e olhar para dentro de nós mesmos, afastar o olhar do externo e levá-lo para o nosso interior.

Freud tenta explicar o funcionamento humano através de três conceitos: Id, Ego e Super Ego. Dentro desses três conceitos, o ego se destaca, porque seria a parte consciente da mente, sendo responsável por funções como percepção, memória, sentimentos e pensamentos. Tem à ver com a moral, com a “realidade”. Espere um instante: Quando recebemos um elogio, como nos sentimos? Quando sofremos a dor de um amor não correspondido, a morte de algum ente querido como nos sentimos? Como devemos expressar esses sentimentos? Como será que a sociedade vai nos ver? O que vão pensar de mim se eu agir dessa forma? Pois é. Esses pensamentos são verdadeiras prisões que nos impedem de vivenciar e experimentar sensações maiores. Precisamos manter uma distância entre o que vemos e o que somos. Nós não somos isso! Não podemos viver a nossa vida em função de alimentar o ego, precisamos alimentar a alma. Ela sim é que importa! Liberte-se! Claro que elogios são bons, nos fazem bem, mas não podemos deixar que o afago ao nosso ego tenha mais importância do que um verdadeiro afago na alma. Sabendo de tudo isso, meu recado hoje é: Viva mais pra si mesmo do que para os outros! Permita-se experienciar momentos de profundo conhecimento interior, saiba o que você é, saiba quem sua alma é, não seu corpo! Tente meditar e esquecer por alguns momentos que você tem um corpo, como ele é, que você tem um nome que escolheram para você. Viva intensamente o seu eu. Não sofra tanto por coisas pequenas, elas passam, juro para você, que elas passam. Inspire fundo, reconheça a si mesmo, você verá que numa próxima situação ruim por qual tenha que passar, seu comportamento será outro e bem mais benéfico e menos dolorido.

(*) Para maiores informações, acesse: http://advaita.com.br/mooji/

Paz e bem!

Por Ana Carolina Clementepeacock_door___india_by_vladar

 


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